Câmara aprova acordo Brasil-China para construção de satélite


 

A Câmara dos Deputados aprovou dia 3 o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 361/24, que ratifica um protocolo ao acordo de cooperação entre Brasil e China para o desenvolvimento e operação de satélites de monitoramento remoto. O texto segue agora para análise do Senado.

O protocolo foi assinado em Pequim, em 14 de abril de 2023, e prevê a construção e lançamento do CBERS-6, o sexto satélite da série CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite). A parceria bilateral para satélites de observação terrestre foi estabelecida em 1994, com custos divididos igualmente entre os países e compartilhamento dos dados gerados. A utilização por terceiros dependerá de aprovação conjunta.

O CBERS-6 terá tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR), capaz de captar dados sob quaisquer condições climáticas, incluindo em meio a nuvens. Entre os objetivos estão o aprimoramento do monitoramento de queimadas, recursos hídricos, áreas agrícolas, crescimento urbano, uso do solo e desastres naturais.

 

Brasil-China

O custo total do projeto é de US$ 51 milhões (cerca de R$ 306 milhões) para cada país, cobrindo desenvolvimento, fabricação e lançamento. O Brasil será responsável pelo módulo de serviço do satélite, enquanto a China fornecerá o módulo de carga útil e realizará o lançamento, previsto para 2028, a partir de seu território.

O programa será coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em conjunto com a Administração Espacial Nacional da China (CNSA).

Segundo o relator do projeto, deputado André Figueiredo (PDT-CE), a cooperação entre os dois países na área espacial remonta ao final dos anos 1980. Ele destacou a importância do CBERS-6 para a continuidade de um programa que já fornece imagens utilizadas por instituições como o Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Incra, Petrobras, Aneel, Embrapa, universidades e centros de pesquisa.

 

Satélite

A deputada Erika Kokay (PT-DF) ressaltou a relevância do satélite no combate às queimadas e às mudanças climáticas. “Estamos construindo instrumentos para reagir de forma mais imediata aos efeitos climáticos”, afirmou.

No entanto, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou o projeto, alegando que vai na contramão do ajuste fiscal defendido pelo governo. “Imagino o trabalhador vendo o dinheiro dele ser usado para comprar satélite na China. É uma vergonha. Deveriam investir onde realmente é necessário”, argumentou.

 

 

Fonte: capitalist

Moedas - 22/01/2026 14:00:00
  • Nome
  • Compra
  • Venda
  • Comercial
  • 5,296
  • 5,299
  • Paralelo
  • 5,276
  • 5,279
  • Turismo
  • 5,334
  • 5,499
  • Euro
  • 6,211
  • 6,227
  • Iene
  • 0,033
  • 0,033
  • Franco
  • 6,694
  • 6,711
  • Libra
  • 7,146
  • 7,150
  • Ouro
  • 830,711
  • 830,878
Mensal - 30/12/2025
  • Índices
  • outubro/2025
  • novembro/2025
  • Inpc/Ibge
  • 0,03
  • 0,03
  • Ipc/Fipe
  • 0,27
  • 0,20
  • Ipc-di/Fgv
  • 0,14
  • 0,28
  • Igp-m/Fgv
  • -0,36
  • 0,27
  • Igp-di/Fgv
  • -0,03
  • 0,01
  • Selic
  • 1,22
  • 1,00
  • Poupança
  • 0,68
  • 0,66
  • TJLP
  • 0,76
  • 0,76
  • TR
  • 0,18
  • 0,17
  • COFINS/CSL/PIS-Pasep | Retenção na Fonte.
  • COFINS/PIS-Pasep | Entidades financeiras.
  • FGTS | Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
  • IRRF | Imposto de Renda Retido na Fonte.
  • INSS | Previdência Social.
  • Simples Doméstico.
  • DIRBI.
  • EFD - Contribuintes do IPI | Distrito Federal.
  • IRPJ/CSL/PIS/COFINS | Incorporações imobiliárias | Regime Especial de Tributação (RET).
  • IRPJ/CSL/PIS/COFINS | Incorporações imobiliárias | Regime Especial de Tributação (PMCMV).
  • Simples Nacional.
  • Informe de Rendimentos Financeiros - PJ.